ÉbolaDoenças Infecçiosas

Atualizado em: Segunda, 18 de Maio de 2015 | 234 Visualizações

O que é o Ébola?

O Ébola é um dos dois vírus pertencentes à família Filoviridae (o outro é o vírus Marburgo) e que tem por característica a ocorrência de febre hemorrágica. Os surtos surgem normalmente em aldeias remotas da África central e ocidental, junto a florestas tropicais. Neste momento, o vírus do Ébola existe no continente africano, mas já houve casos nas Filipinas e na China.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infeção pelo vírus Ébola pode assumir diversos sintomas: febre, dores musculares, dores de cabeça e de garganta, fraqueza e vómitos. No seu estágio inicial, pode ser difícil diferenciar o diagnóstico da doença, já que alguns dos sintomas iniciais são semelhantes aos da malária, febre tifóide e disenteria. A estes sucedem-se a insuficiência renal e hepática e as hemorragias internas e externas.

O período de incubação da doença varia entre os dois e os 21 dias e o grau de sobrevivência é muito baixo, variando entre os 10% e os 30% nos surtos verificados no continente africano.

A OMS e o Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças (CPCD) disponibilizam fichas sobre a doença. No site do CPCD é possível ainda consultar relatórios sobre os anos posteriores a 2000 em que se registaram surtos de Ébola, bem como uma cronologia onde são apresentados todos os surtos desde que a doença foi descoberta. É possível ainda acompanhar os relatórios publicados semanalmente sobre a evolução do atual surto.

Normas e Orientações

 

Comunicados

 

Informações

Desaconselham-se as viagens não indispensáveis aos países afetados.

Em caso de viagem indispensável tome os seguintes cuidados: não contacte com doentes ou cadáveres infetados com Ébola, objetos ou superfícies contaminados, animais, vivos ou mortos. Cozinhe bem todos os alimentos.

Durante a estadia, se apresentar sintomas contacte a linha telefónica do Gabinete de Emergência Consular (00 351 961 706 472 ou 00 351 217 929 714), disponível 24 horas por dia.

Se apresentar sintomas durante a viagem de regresso, informe a tripulação imediatamente. Se os sintomas se manifestarem no aeroporto, utilize um dos telefones gratuitos disponíveis para contactar o supervisor do aeroporto.

Após o regresso, vigie o seu estado de saúde durante 21 dias. Se apresentar febre ou outros sintomas, contacte de imediato a Linha Saúde 24 (808 24 24 24), disponível 24 horas por dia, referindo a viagem recente.

Países da África Ocidental afetados pelo surto da doença por vírus Ébola

  • Gabinete de Emergência Consular
    • 00 351 961 706 472
    • 00 351 217 929 714
       
  • Linha Saúde 24
    • 808 24 24 24

 

Guiné (Conacri)

Guiné (Conacri)

 

A República da Guiné é um país da África Ocidental limitado a norte pela Guiné-Bissau e pelo Senegal, a norte e leste pelo Mali, a leste pela Costa do Marfim, a sul pela Libéria e pela Serra Leoa e a oeste pelo oceano Atlântico.
Capital: Conacri
População: 11,75 milhões (2013) 
Moeda: Franco da Guiné
Língua oficial: Francês

 

Guiné (Conacri)

 

Serra Leoa

 

A República da Serra Leoa, é um país da África Ocidental. 
É delimitada pela Guiné a norte e nordeste, pela Libéria a sudeste, e pelo Oceano Atlântico a sudoeste. 
Capital: Freetown
População: 6,092 milhões (2013)
Moeda: Leone
Língua oficial: Inglês

Serra Leoa

 

Libéria

 

A República da Libéria, é uma república presidencialista localizada na África Ocidental. 
Faz fronteira a norte com a Serra Leoa e Guiné, a leste com a Costa do Marfim e a sul e oeste com o Oceano Atlântico. 
Capital: Monróvia
População: 4,294 milhões (2013)
Moeda: Dólar Liberiano
Língua oficial: Inglês

 

Líbéria

Os especialistas aconselham que não se toque em nada que possa ter estado em contacto com um portador do vírus e que se lavem as mãos várias vezes ao dia. Na manipulação direta de objetos e doentes suspeitos é necessária a utilização luvas, bata, máscara e óculos de proteção.

Nos hospitais é imprescindível a esterilização do equipamento médico, nos casos em que o mesmo não é descartável. As superfícies devem ser desinfetadas regularmente. Caso um paciente morra, deve evitar-se ao máximo o contacto com o cadáver. Os agentes sanitários devem tomar as medidas de proteção adequadas.

Oficialmente, não. Mas um “tratamento milagroso” aplicado em dois doentes infetados pelo vírus Ébola veio trazer dar uma nova esperança à ciência. Dois missionários norte-americanos receberam um tratamento, nunca antes aplicado em seres humanos. Foi testado apenas em macacos e os resultados obtidos foram surpreendentes: dos oito animais testados, seis sobreviveram à infeção.

O medicamento chama-se ZMapp e consiste numa solução de anticorpos. Estes foram obtidos da seguinte forma: o sistema imunitário de cobaias expostas a um vírus desenvolve anticorpos específicos contra ele. Os glóbulos brancos que os produzem (linfócitos) são isolados em laboratório e multiplicados por processos de cultura celular. Neste caso, foram separadas três linhas celulares (clones ou “famílias” de células) que produziram anticorpos específicos muito eficazes contra o Ébola. Estes três anticorpos, reunidos numa solução única, são a base deste “super medicamento”.

Mas enquanto não se encontra uma cura “oficial”, o tratamento limita-se à manutenção dos níveis de oxigénio no sangue, do controlo da pressão arterial e dos níveis de hidratação, seja através da ingestão de bebidas ricas em sódio e potássio, seja pela via intravenosa.

Ainda que não seja uma tarefa fácil, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a propagação da doença. Caso se suspeite de uma infeção pelo Ébola, o paciente deve informar as autoridades oficiais (no caso português, a linha Saúde 24) mas sem sair de casa. Este pormenor é muito importante para evitar a propagação do vírus. Depois, o doente será transportado para um hospital e mantido em isolamento.

Existe, mas por enquanto apenas para chimpanzés. Em maio deste ano foi publicado um artigo na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences, onde uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, testou com sucesso em seis chimpanzés uma vacina que tinha sido desenvolvida primeiro para humanos, mas sem autorização para ser testada em pessoas.

A vacina fez com que os chimpanzés produzissem anticorpos contra o vírus Ébola. Esses anticorpos foram depois testados em ratinhos que tinham sido previamente infetados e verificou-se que os anticorpos evitaram a morte de 30% a 60% dos ratos.

O vírus do Ébola é transmitido através do contacto direto com sangue, urina ou fluidos corporais de pessoas infetadas, como o suor ou saliva. No caso dos homens que sobrevivem à fase aguda da doença, esta pode ser transmitida através do sémen até sete semanas após a recuperação. Os rituais fúnebres das vítimas podem representar também um risco elevado, pelo contacto com o cadáver, o que é comum nas comunidades africanas.

Animais infetados também podem transmitir o vírus aos seres humanos, em particular os macacos e os morcegos da fruta, já que são espécies portadoras do vírus. A OMS recomenda que se evite o consumo da carne crua desses animais.

Nos hospitais e nos centros de saúde o risco de transmissão também é elevado, especialmente se não forem tomadas as devidas precauções como a utilização de máscaras, óculos de proteção, batas e luvas.

O vírus do Ébola foi descoberto em 1976, depois de se registarem dois surtos da doença na cidade de Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, junto ao rio Ébola, que deu nome à doença. Supõe-se que o vírus já exista há muito tempo noutras espécies — sendo conhecida a sua prevalência em várias espécies de macacos e morcegos, tendo apenas sido registada a sua migração para o homem na década de setenta.

Os surtos que fizeram mais vítimas mortais registaram-se na República Democrática do Congo, em 1976 (280 mortos), 1995 (250 mortos), 2002 (128 mortos) e 2007 (187 mortos), no Sudão (151 mortos), em 1976, e no Uganda em 2000 (224 mortos). De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, desde que o vírus foi descoberto, já morreram 1548 pessoas.

Guia - Ébola


Guia Ébola- US department of health


Èbola - Viajantes


Èbola - INFORMAÇÃOCOMUNIDADEAEROPORTUÁRIA


Ébola- INFORMAÇÃO A VIAJANTES

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