Dermatite De ContactoDoenças da Pele

Atualizado em: Quinta, 09 de Julho de 2015 | 1095 Visualizações

A dermatite de contacto é uma inflamação causada pelo contacto com uma determinada substância. A erupção fica confinada a uma área específica e costuma ser bem delimitada.

As substâncias que provocam dermatites de contacto podem causar a inflamação da pele por um de dois mecanismos: irritação (dermatite irritativa) ou reacção alérgica (dermatite alérgica). Até os sabões suaves, os detergentes e certos metais podem irritar a pele depois de um contacto frequente. Por vezes, uma exposição repetida, inclusivamente à água, pode secar e irritar a pele. Os irritantes fortes, como os ácidos, os álcalis (como os tira-nódoas) e alguns solventes orgânicos (como a acetona, utilizada para remover o verniz das unhas) podem provocar alterações na pele em questão de minutos.

Numa reacção alérgica, a primeira exposição a uma determinada substância (ou, por vezes, as primeiras exposições) não provoca nenhum sintoma, mas a exposição seguinte pode provocar ardor e dermatite no espaço de 4 a 24 horas. As pessoas podem usar (ou ser expostas a) determinadas substâncias durante anos sem problemas e, de repente, desenvolver uma reacção alérgica. Mesmo os unguentos, os cremes e as loções usadas para tratar a dermatite podem provocar essa reacção. Cerca de 10 % das mulheres são alérgicas ao níquel, a causa mais frequente de dermatite provocada por jóias. Também é possível desenvolver dermatite a partir de qualquer material em que uma pessoa toque enquanto trabalha (dermatite ocupacional).

Uma dermatite que ocorre quando se toca em determinadas substâncias e em seguida se expõe a pele à luz solar denomina-se dermatite de contacto fotoalérgica ou fototóxica. Entre estas substâncias encontram-se os filtros solares, as loções para depois de barbear, certos perfumes, antibióticos, alcatrão (coltar) e óleos.

Cosméticos: substâncias químicas depilatórias, verniz das unhas, acetona, desodorizantes, hidratantes, loções para depois do barbear, perfumes, filtros solares.
Compostos metálicos (em joalharia): níquel.
Plantas: diversas variedades de sumagre, ambrósia, prímula.
Fármacos contidos nos cremes para a pele: antibióticos (penicilina, sulfamidas, neomicina), anti-histamínicos (difenidramina, prometazina), anestésicos (benzocaína), anti-sépticos (timerosal), estabilizadores.
Compostos químicos utilizados no fabrico de peças de vestuário: tintas para o calçado, agentes impermeabilizadorers e antioxidantes em luvas, sapatos, roupa interior e outras peças de vestuário.

O tratamento consiste em eliminar ou evitar o que esteja a causar a dermatite de contacto. Para prevenir a infecção e evitar a irritação, a pessoa afectada deverá limpar a área regularmente com água e sabão suave. As bolhas não deverão ser rebentadas. As ligaduras secas também podem ajudar a evitar uma infecção.

Os cremes ou unguentos com corticosteróides costumam aliviar os sintomas da dermatite de contacto leve, a menos que a pessoa apresente muitas bolhas, como no caso da reacção à sumagre (poison ivy). Os comprimidos com corticosteróides (como a prednisona) por vezes administram-se em casos de dermatite de contacto. Embora em algumas situações os anti-histamínicos aliviem a comichão, não são particularmente benéficos na maioria dos casos de dermatite de contacto.

Nem sempre é fácil determinar a causa da dermatite de contacto porque as possibilidades são infinitas. Além disso, a maioria das pessoas não tem consciência de todas as substâncias que tocam na sua pele. A localização da erupção inicial é, frequentemente, um factor importante.

Se o médico suspeita de dermatite de contacto mas não descobre a causa através de um cuidadoso processo de eliminação, pode fazer a prova do adesivo. Para este teste, colocam-se sobre a pele durante dois dias pequenos emplastros adesivos com substâncias que costumam causar dermatite, para comprovar se se verifica erupção debaixo de algum deles.

Apesar de ser muito útil, esta prova do adesivo é complicada. O médico deve decidir que substância testar, que quantidade aplicar de cada substância e quando se deverão fazer os testes. Além disso, os resultados da prova podem ser difíceis de interpretar. Os testes podem ser falsamente positivos ou negativos. A maioria das pessoas pode descobrir a origem da sua dermatite sem esta prova do adesivo, eliminando sistematicamente as causas possíveis. De qualquer forma, trata-se de uma prova que pode contribuir com dados importantes para identificar a causa.

Os efeitos da dermatite de contacto variam entre uma vermelhidão, ligeira e passageira, e uma inflamação grave com formação de bolhas. A erupção consiste frequentemente em bolhas diminutas que provocam comichão intensa (vesículas). Ao princípio as lesões limitam-se à zona de contacto, mas posteriormente podem espalhar-se. A zona afectada pode ser muito reduzida (por exemplo, os lóbulos das orelhas, se os brincos provocarem dermatite) ou então pode abranger uma grande superfície do corpo (por exemplo, se a dermatite for provocada por uma loção para o corpo).

Dermatite de contacto

A dermatite de contacto pode ser causada por objectos de níquel ou de plástico.

Quando se suprime a substância que provoca a erupção, a vermelhidão costuma desaparecer em poucos dias. As bolhas podem exsudar e formar crostas, mas secam rapidamente. A escamação residual, a comichão e o espessamento temporário da pele podem durar dias ou semanas.

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