CataratasVisão

Atualizado em: Domingo, 10 de Dezembro de 2017 | 25 Visualizações

Fonte de imagem: Health Save

A catarata corresponde a uma opacificação do cristalino causando uma diminuição da visão.

O cristalino é uma das estruturas do olho responsável pela focagem das imagens e, como o nome sugere, é transparente. Quando perde essa transparência, a luz passa com maior dificuldade e, como tal, a visão diminui.

As cataratas podem afetar um ou os dois olhos e podem evoluir com ritmos diferentes em cada um deles. Não correspondem a uma doença contagiosa e, por isso, não se transmitem de um olho para o outro.

A maioria das cataratas relaciona-se com a idade, correspondendo a um processo degenerativo, sendo estas mais comuns nas pessoas mais idosas. Contudo, pode ser evidente algum grau de opacificação do cristalino a partir dos 40 anos de idade, de um modo geral não associado a sintomas.

A catarata continua a ser uma das principais causas de cegueira curável no mundo. Em Portugal, estima-se cerca de 170.000 pessoas sofram de cataratas, sendo que 6 em cada 10 pessoas com mais de 60 anos apresentam sinais desta doença.

Para além da idade, as cataratas podem estar associadas a outras condições ou ser causadas por outras doenças.

Uma catarata pode formar-se após cirurgia a outro problema ocular, como o glaucoma, e é mais comum nos doentes diabéticos.

Um traumatismo ocular pode ser o fator desencadeante para esta doença.

Algumas cataratas formam-se durante a vida embrionária e, se forem densas, devem ser removidas prontamente de modo a não comprometerem o normal desenvolvimento da visão durante a infância.

A radioterapia é outro importante fator de risco para o desenvolvimento de cataratas.

O tabagismo, o álcool, a exposição prolongada aos raios ultravioletas e uma dieta pouco equilibrada são outros fatores a considerar.

A manifestação principal das cataratas é uma redução gradual da visão, tanto para perto como para longe. Nas fases iniciais, a diminuição da visão pode não ser aparente.

Como o cristalino vai mudando de cor ao longo do processo de formação da catarata, tornando-se mais amarelo e acastanhado, a visão vai adquirindo uma tonalidade diferente, tornando difícil distinguir certas cores.

Outros sintomas possíveis são a presença de halos em torno das luzes, diminuição da visão noturna, visão dupla e a necessidade de mudar frequentemente de graduação nos óculos.

O diagnóstico de uma catarata é simples, uma vez que o cristalino está facilmente acessível no exame oftalmológico.

Assim, numa consulta de rotina, é possível observar diretamente o cristalino e avaliar a presença de catarata.

A determinação da acuidade visual permite quantificar o grau de incapacidade que a catarata está a causar, aspeto importante no planeamento cirúrgico.

A observação do fundo ocular e a medição da tensão ocular são importantes para se poderem excluir outras formas de doença ocular.

Nas fases iniciais, a mudança de óculos, o uso de uma iluminação mais potente, o recurso a lentes antirreflexo ou de uma lupa para o perto podem ajudar a diminuir os sintomas das cataratas.

Contudo, o único tratamento definitivo é a cirurgia, na qual a catarata é removida e substituída por uma lente artificial.

A indicação para cirurgia relaciona-se com o impacto da catarata no dia-a-dia. Enquanto ela permitir uma vida normal, a cirurgia pode ser adiada, uma vez que não existe uma urgência na intervenção.

Em alguns casos, a cirurgia é mais urgente, por exemplo, quando a presença da catarata impede a realização de outros tratamentos oculares ou a observação correta do fundo ocular, essencial para o acompanhamento de doentes com retinopatia diabética ou degenerescência macular relacionada com a idade.

Como foi referido, a catarata congénita é uma emergência médica e cirúrgica, sendo a remoção urgente da catarata essencial para um normal desenvolvimento da visão. Quando a catarata é bilateral, a cirurgia é habitualmente realizada primeiro no olho com pior visão, sendo o segundo olho operado após um intervalo médio de 1 a 2 meses.

A catarata pode ser removida por um processo que implica a sua fragmentação por ultrassons, a sua aspiração e introdução de uma lente intraocular ou pode ser removida em bloco mediante a realização de uma incisão maior, sendo igualmente colocada uma lente intraocular.

Este tipo de cirurgia é habitualmente realizado em regime ambulatório.

A formação das cataratas é, quase sempre, um processo inevitável relacionado com o envelhecimento das estruturas oculares.Uma alimentação equilibrada, rica em antioxidantes, pode traduzir-se num menor risco de desenvolvimento de cataratas. De facto, manter uma alimentação equilibrada é favorável não só para o coração ou para manter a forma física mas também para diminuir o risco de desenvolvimento de cataratas.O uso de óculos de sol é importante, bem como não fumar.
  • Programa Nacional para a Saúde Visão, Direcção Geral da Saúde, 2008
  • The National Eye Institute, 2009
  • Mayo Foundation for Medical Education and Research, Julho de 2013
  • University of Maryland Medical Center, Junho de 201
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