Catarata no AdultoVisão

Atualizado em: Segunda, 18 de Maio de 2015 | 313 Visualizações

Catarata é uma diminuição da transparência do cristalino, com degradação da sua qualidade óptica. Pode ser considerada como decorrente do envelhecimento (catarata senil – a mais frequente), mas também pode resultar de um traumatismo ou de doenças e situações com perturbação do equilíbrio metabólico do cristalino, surgindo nestes casos mais precocemente.  

A catarata continua a ser uma das principais causas de cegueira curável.   O seu tratamento é cirúrgico, geralmente substituindo-se o cristalino por uma lente intra-ocular.  

O impacto da catarata na qualidade de vida deve ser avaliado através da diminuição da acuidade visual, conjugada com a autonomia funcional da pessoa. Alguns doentes, melhor que outros, podem adaptar-se à deficiência visual sem notar o declínio funcional.

Quando interfere com as actividades quotidianas do doente.

Quando interfere com a vigilância ou tratamento de doença visual.

Uma visão binocular inferior a 5/10.

Uma Acuidade Visual unilateral igual ou inferior a 3/10.

Uma catarata é por definição uma diminuição da transparência do cristalino, com degradação da sua qualidade óptica. Em certa medida, pode ser considerada como um processo de envelhecimento.

Qualquer zona do cristalino pode perder a transparência e alterar o seu índice refractivo mas, em termos funcionais, são particularmente importantes as cataratas com localização central.

A história dos diversos tipos de catarata é variável e está relacionada com múltiplos factores, além do simples envelhecimento: doenças intercorrentes como a diabetes; traumatismos; situações de natureza ambiental, etc.

O impacto da catarata na qualidade de vida deve ser fundamentalmente avaliado através da dificuldade de visão e da diminuição da capacidade funcional, referidas pelo doente. É importante compreender que alguns doentes, melhor que outros, podem adaptar-se às deficiências visuais e não notar o declínio funcional. Este facto terá de ser ponderado na decisão terapêutica

O tratamento (cirúrgico) da catarata tem na generalidade um prognóstico muito bom e permite recuperar a autonomia e a qualidade de vida.

A catarata continua a ser uma das principais causas de cegueira curável no mundo.

Em Portugal, vários estudos permitem estimar que, cerca de 170.000 pessoas sofrem de catarata, sendo que, 6 em cada 10 pessoas com mais de 60 anos apresentam sinais desta doença.

História pessoal

Diminuição progressiva da visão, embora utilizando a correcção óptica adequada.

Existência de doenças intercorrentes, utilização de corticosteróides, traumatismos craniofaciais, hábitos tabágicos e actividade profissional, nomeadamente com exposição às radiações UV e luz intensa.

História familiar

História de cataratas e a idade do seu aparecimento, correlacionadas com a existência de doenças familiares e actividades de risco.

Vários factores de risco têm vindo a ser relacionados com o desenvolvimento da catarata, sendo os mais frequentes: a diabetes, os traumatismos, o tabagismo, história de exposição prolongada aos raios ultravioletas, uso de medicamentos corticosteróides.

Doentes com diabetes e doentes medicados com corticosteróides devem ser informados acerca dos riscos acrescidos de aparecimento de cataratas.

A exposição prolongada à radiação ultravioleta tem vindo a ser associada com o aparecimento precoce de catarata. A protecção UV é de recomendar, sobretudo às pessoas que tenham uma actividade prolongada no exterior. Vários estudos demonstram uma ligação entre os hábitos tabágicos e o aparecimento precoce da catarata.

O tratamento da catarata é cirúrgico, deve ser equacionado de acordo com os riscos e a situação do doente.

Actualmente, em grande percentagem dos casos, a cirurgia é feita em regime ambulatório e sem anestesia geral, o que significa um muito curto período de permanência no hospital (menos de 1 dia). A recuperação pós-operatória é também rápida.

Contudo, tratando-se de uma cirurgia, há sempre que equacionar possíveis riscos, embora sejam raros.

A cirurgia consiste na substituição do cristalino (mantendo-se apenas parte da sua cápsula), por uma lente intra-ocular.

Depois da cirurgia serão habitualmente receitados óculos, sobretudo para corrigir a visão de perto (a lente artificial introduzida durante a cirurgia retira qualquer capacidade ainda existente de adaptação da visão para distâncias diferentes. Algumas lentes intra-oculares mais modernas já prevêem a possibilidade de uma utilização para longe e perto, mas a sua utilização não é consensual). Óculos para longe também podem vir a ser necessários, mas há geralmente uma melhoria significativa da visão ao longe.

Num segundo tempo, após a cirurgia, pode ser necessário tratamento com LASER de YAG, fundamentalmente para resolver a opacificação secundária da cápsula.

Os doentes com função visual reduzida e degradação da sua autonomia devem ser orientados, atempadamente, para oftalmologia de forma a poder ser realizada uma completa avaliação e traçada a orientação terapêutica.

Deve ser dada informação ao doente sobre o processo e o desenvolvimento da catarata, os objectivos do seu tratamento cirúrgico e os benefícios relativos.

O doente deve colaborar no desenvolvimento do plano terapêutico adequado.

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DGS
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