Cancro da tiroideCancro

Atualizado em: Terça, 05 de Julho de 2016 | 533 Visualizações

O carcinoma da tiroide (cancro da tiroide) é um tumor maligno relativamente raro, que afeta com maior frequência o sexo feminino.

Na tiroide existem dois tipos de células endócrinas (células produtoras de hormonas):

  • as células foliculares, produtoras das hormonas T4 e T3
  • as células C, produtoras de calcitonina

O carcinoma papilar e o carcinoma folicular têm origem nas células foliculares e representam cerca de 85% dos tumores malignos da tiroide. São também designados carcinomas diferenciados de origem folicular. Os carcinomas pouco diferenciados, medulares (com origem nas células C) e os carcinomas anaplásicos são muito menos frequentes.

Após o tratamento inicial (cirurgia e eventualmente iodo radioativo), as pessoas com carcinoma diferenciado da tiroide de origem folicular devem ser vigiadas periodicamente. Este seguimento deverá ser prolongado já que, mesmo anos após o diagnóstico e tratamento inicial, é possível que a doença volte a surgir.

No seguimento destes doentes revestem-se de especial importância:

  • A avaliação clínica, realizada em cada consulta. A palpação cervical é parte fundamental deste exame.
  • O doseamento da tireoglobulina. A tireoglobulina é uma molécula produzida apenas pela tiroide e que está relacionada com o armazenamento das hormonas desta glândula. Após a tiroidectomia e o tratamento com iodo radioativo, se não existirem células malignas, o nível de tireoglobulina no sangue será, na maioria dos casos, indetetável. O seu reaparecimento ou o aumento dos seus níveis, estão associados, muito provavelmente, a uma recidiva ou progressão da doença.
  • A ecografia do pescoço, exame indolor e inócuo, que permite suspeitar de lesões malignas com uma dimensão inferior a 0,5 cm.

Os carcinomas papilar e folicular da tiroide, quando tratados de forma adequada, têm um prognóstico excelente, com taxas de sobrevivência da ordem dos 95% aos dez anos após o diagnóstico.

O tratamento dos carcinomas papilar e folicular da tiroide tem três vertentes fundamentais:

  • Cirurgia: sempre que exista um diagnóstico de carcinoma, a totalidade da tiroide deverá ser retirada cirurgicamente (tiroidectomia total). A cirurgia poderá também envolver os gânglios do pescoço, se estes estiverem afetados pela doença.
  • Iodo radioativo (Iodo-131): A administração de iodo radioativo é uma forma de radioterapia que atinge seletivamente os tumores malignos derivados das células foliculares (carcinomas papilar, folicular e pouco diferenciado), poupando a generalidade dos tecidos e órgãos não afetados pela doença.
  • Hormona da tiroide: Em muitos casos, a tiroxina deverá ser administrada numa dosagem que permita a supressão da produção de TSH pela hipófise, pois esta hormona estimula a multiplicação das células malignas da tiroide que possam não ter sido eliminadas pela cirurgia.

O diagnóstico de carcinoma da tiroide surge, quase sempre, na sequência da avaliação de um nódulo indolor da tiroide.

Embora existam vários sinais e sintomas que podem levantar suspeitas quanto à malignidade de um nódulo da tiroide (por exemplo, crescimento progressivo, rouquidão, dureza do nódulo, presença de gânglios aumentados), estes não são de forma alguma definitivos.

O exame que permite uma maior aproximação ao diagnóstico final é a citologia aspirativa com agulha fina. No entanto, mesmo um diagnóstico de malignidade por este método requer confirmação através da análise da totalidade do nódulo ao microscópio (exame histológico), após a cirurgia.

Partilhar este artigo
Referência

Notícias Relacionadas