AveiaPeso e Nutrição

Atualizado em: Quinta, 10 de Setembro de 2015 | 178 Visualizações

Fonte de imagem: shuterstock

A aveia é um dos mais importantes cereais para a alimentação humana, a par do trigo, da soja e do milho.

É rico em beta-glucanos, fibras viscosas com efeito cardio-protector, hipoglicemiante (atenuando os níveis de glicose pós-prandial), colagogo e colerético (aumentando a excreção dos sucos biliares), laxativo e saciante.

Possui também avenantramidas, vários polifenóis com acção antioxidante, anti-inflamatória e antiprurido, que ajudam a tratar problemas da pele e protegem contra doenças coronárias e cancro do cólon. Contém ainda várias vitaminas do complexo B, com acção sobre o sistema nervoso, e minerais.

Referência: Prevenir

Compre flocos de aveia integrais (se estiverem crus, ferva-os em  água durante cinco minutos) e junte leite de soja, passas de uva, papaia,  amêndoas e um pouco de sumo de limão e mel. Tome ao pequeno-almoço. A aveia vai libertando a energia de uma forma gradual ao longo da manhã, evitando que tenha quebras de energia e fome a meio da manhã.

Ingira como alimento (em flocos, farelo, farinha...), utilizando  as formas galénicas (gotas, comprimidos, ampolas...) só em casos  pontuais.

É um alimento seguro para celíacos. Por ser muito rico em  nutrientes, recomenda-se a grávidas e lactentes, na recuperação de  doenças e a atletas. É ainda um bom relaxante do sistema nervoso e  laxativo.

Tratamento da diabetes e doenças cardiovasculares, reduzindo  simultaneamente os níveis de glicose e colesterol quando introduzida na  alimentação.

Em uso externo, é um dos principais constituintes de cremes para a  pele devido à sua acção hidratante, regeneradora, protectora e  anti-irritante. Assim, é utilizada no tratamento de atopias (dermatites, eczema, alergias...), podendo ser aplicada em recém-nascidos e bebés.

Na doença celíaca, a aveia demonstrou ser um alimento  seguro, após um ano de ingestão de 100 g de aveia por dia. No final do  estudo não foram encontradas quaisquer alterações nas biopsias duodenais
(Hospital Universitário de Kuopio, Finlândia, 2008).

Num  estudo realizado em 2008 na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, a  aveia reduziu em 40% a aplicação de insulina em pacientes com diabetes  tipo 2. Este resultado surgiu ao fim de quatro semanas após a introdução de  aveia na dieta.

Na dermatite atópica, 173 bebés com menos de 12 meses que eram  tratados com pomadas de cortisona aplicaram também um creme com aveia. 

Ao fim de 6 meses, houve uma redução de 42% na aplicação da cortisona neste grupo e de apenas 7,5% no grupo placebo (Dermatology, 2007).

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Referência

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