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Atualizado em: Terça, 21 de Junho de 2016 | 175 Visualizações

Descubra os princípios activos desta planta que actua como cicatrizante

Foi popular entre Aztecas e Maias, que utilizavam as suas fibras para fazerem roupa, cordas, redes, telhados e vários utensílios que usavam nas suas actividades do dia-a-dia.

Também conhecida por piteira, esta espécie (agave americana) é da mesma família da agave tequila (ou agave azul), de onde se produz uma famosa bebida. 

A planta reproduz-se de uma forma bastante original. Ao fim de alguns anos cresce um talo (inflorescência) que atinge vários metros de altura de onde nascem as suas flores e sementes. A planta acaba por morrer uns meses depois.

O Journal of Herbal Pharmacotherapy publicou em 2006 uma revisão de vários estudos realizados com agave que confirmam a sua acção antibiótica e anti-inflamatória. Também um estudo in vitro realizado em 2010 e publicado no Journal of Advanced Pharmaceutical Technology and Research aponta dados promissores para o tratamento do cancro da mama, devido a um forte efeito citotóxico desta planta.

Princípios activos 

Contém isoflavonóides semelhantes a estrogénios com acção anti-inflamatória, citotoxica, triacontanol com acção antibiótica, enzimas inibidoras da angiotensina, com acção vasodilatadora, cumarinas com acção estimulante da circulação, provitamina A e vitaminas B, C, D e K.

Se tiver uma ferida e não puder fazer um tratamento, aplique um cataplasma de agave até chegar ajuda. Corte a folha junto ao talo, onde é mais carnuda e esmague com uma pedra até ficar húmido, mais mole e começar a deitar um líquido. Corte à largura ideal como se fosse uma ligadura, de forma a poder dar uma ou mais voltas ao membro afectado e atar. Misture com gel de aloé vera se for possível.

Utilizam-se as folhas e a seiva obtida a partir do talo. A dose recomendada é de duas a quatro colheres por dia. Não utilizar durante a gravidez. Se o uso externo causar irritação cutânea, pare e lave abundantemente com água.

Anti-séptico e anti-inflamatório, o agave, uma planta sucolenta também usada para a produção de tequilha, utiliza-se externamente como cataplasma para tratar sobretudo feridas e dores reumáticas.

É eficaz contra algumas bactérias como a staphylococcus spp. ou ainda a pseudomonas aeruginosa e a escherichia coli.

Estudos recentes apontam para prevenção de doenças oncológicas como leucemia e cancro da mama.

É utilizado no tratamento de muitos problemas digestivos, por ser demulcente (amacia), laxante e calmante, em particular úlceras e doenças inflamatórias do intestino, actuando como cicatrizante interno. Utiliza-se também em problemas cardíacos como a hipertensão, por possuir simultaneamente uma acção vasodilatadora e diurética.

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