Suicídio e depressão serão dramas do futuroNotícias de Saúde

Sexta, 19 de Outubro de 2018 | 160 Visualizações

Fonte de imagem: The Guardian Nigeria

O suicídio e a depressão serão os dramas do futuro, foi o alerta deixado no Congresso Internacional Saúde Mental para todos.
 
Segundo noticiou a agência Lusa, a iniciativa foi promovida pela Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental e juntou profissionais ligados à problemática no Instituto Politécnico de Bragança, com a reivindicação de mais investimento na promoção e prevenção em Portugal.
 
O presidente do Congresso, Carlos Sequeira, alertou que “o suicídio e depressão vão ser um drama no futuro”, que requer “muita intervenção” precoce com os estudos a apontarem já para um aumento das taxas de tentativa de suicídio que o responsável atribui à “dificuldade de as pessoas liderarem com a adversidade”.
 
Carlos Sequeira, que é também investigador da Escola de Enfermagem do Porto, apontou o exemplo do estudo ali realizado junto de estudantes dos 18 aos 24 anos, 40% dos quais consumia “psicotrópicos (ansiolíticos, tranquilizantes, hipnóticos) porque eles não conseguem encontrar estratégias por eles para poder lidar com situações adversas”.
 
Na opinião do investigador, ao contrário do que acontecia antigamente, as vivências das atuais gerações não lhes proporcionam ferramentas e recursos próprios para lidar com situações adversas.
 
Carlos Sequeira salientou que “há uma associação grande entre a depressão e o suicídio” e, segundo estudos realizados em alguns países, “o número de suicídios por dia é muito similar aos acidentes rodoviários”.
 
O que se fez com as campanhas rodoviárias de prevenção, devia ser feito na área da saúde mental, defendeu, apontando que “não se faz quase nada em Portugal e nem sempre implicaria investimento financeiro”.
 
Trabalhar o autoconceito, a capacidade de resiliência dos jovens, a capacidade de eles lidarem com as emoções, a capacidade de eles estabelecerem relações interpessoais satisfatórias e não estarem 24 horas no telemóvel, são algumas das propostas.
 
“Há jovens hoje que não conseguem estabelecer, iniciar um contacto com um estranho, nós notamos isso nos cursos de jovens com 18, 19 anos, que bloqueiam quando estão perante uma pessoa”, observou. Carlos Sequeira alertou ainda que “hoje as adições das redes sociais, do ‘online’, são quase tão importantes como as outras adições antigas da droga, do álcool” e defendeu que é necessário “começar a trabalhar isto antes que surjam os problemas”.

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Referência
Alerta deixado no congresso de Enfermagem de Saúde Mental

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