Processamento lento da linguagem associado a AlzheimerNotícias de Saúde

Quarta, 25 de Outubro de 2017 | 57 Visualizações

Fonte de imagem: CRM

Uma resposta neurológica ao processamento da linguagem escrita poderá indicar que um paciente com problemas ligeiros de memória apresenta um risco mais elevado de desenvolver Alzheimer, indica um novo estudo.
 
O estudo liderado por investigadores da Faculdade de Psicologia e Centro para a Saúde do Cérebro Humano, da Universidade de Birmingham, Inglaterra, com colaboração das Universidades de Kent, Inglaterra e da Califórnia, EUA, contou com a participação de 25 pessoas para medir a velocidade de processamento de palavras exibidas num ecrã de computador.
 
Os participantes eram pessoas idosas saudáveis, pacientes com défice cognitivo ligeiro (DCL) e pacientes com DCL que tinham desenvolvido Alzheimer no espaço de três anos de terem recebido o diagnóstico de DCL.
 
A equipa usou eletroencefalograma para detetar a atividade elétrica no cérebro dos participantes.
 
Katrien Segaert, da Universidade de Birmingham e que participou neste estudo, revelou que “o que encontrámos no nosso estudo é que esta resposta do cérebro é aberrante em indivíduos que irão no futuro desenvolver a doença de Alzheimer, mas intacta em pacientes que se tinham mantido estáveis”.
 
“É possível que esta quebra na rede cerebral associada à compreensão da linguagem nos pacientes com DCL poderia ser um biomarcador crucial utilizado para identificar pacientes com propensão para desenvolver a doença de Alzheimer”.
 
Ali Mazaheri, da Universidade de Birmingham, também investigador no artigo disse: “Uma característica proeminente da Alzheimer é um declínio progressivo na linguagem, no entanto a capacidade de se processar a linguagem no período entre o surgimento dos sintomas iniciais da Alzheimer e o seu desenvolvimento total pouco foi investigada anteriormente”. 
 
“Esperamos agora testar a validade deste biomarcador numa população alargada no Reino Unido e ver se constitui um indicador específico da doença de Alzheimer, ou um marcador geral para a demência que envolve o lobo temporal”, explicou ainda. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Neuroimage Clinical”

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