Otites: a culpa está no ADN?Notícias de Saúde

Segunda, 06 de Julho de 2015 | 23 Visualizações

Fonte de imagem: campuscesm

Existem crianças que passam os primeiros anos de vida “reféns” de otites repetidas, enquanto outras nunca passam por esta experiência dolorosa. Esta diferença pode ser justificada por uma variante genética rara, que leva alguns indivíduos a terem mais propensão para infeções do ouvido médio crónicas e/ou dolorosas, dá conta um estudo realizado nos Estados Unidos e nas Filipinas.

Segundo o artigo publicado na revista “Nature Genetics”, e citado pelo portal “Alert”, um consórcio internacional de investigadores, liderado por Regie Santos-Cortez, do Colégio de Medicina de Baylor (EUA), decidiu tentar encontrar as componentes genéticas das otites.

A investigadora viajou como médica missionária para uma região das Filipinas onde a maioria das pessoas é geneticamente relacionada. Durante a estadia, Regie Santos-Cortez criou uma árvore genealógica para identificar as pessoas que, na comunidade, sofria de infeções recorrentes dos ouvidos. Todos os indivíduos tinham um estatuto socioeconómico similar, nadavam na mesma água do mar, a maioria tinha sido amamentada, comiam a mesma comida e tinham também a mesma exposição ao fumo do tabaco. Desta forma, foram afastados os fatores ambientais.

Através da sequenciação genética, a investigadora descobriu que 80 por cento das pessoas que apresentavam uma variante específica do gene A2ML1 desenvolviam otite média. A mesma variante genética foi encontrada numa em cada três crianças propensas a desenvolver otite, durante um trabalho que estudou a população da cidade de Galveston, no Texas (EUA).

Na opinião de Regie Santos-Cortez este não é o único gene envolvido na predisposição das crianças para otite média, mas pode ser um importante. A proteína envolvida poderá desempenhar um papel importante nas células do sistema imunológico que protege o ouvido de infeções.

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