O que escondem os açúcares saudáveis?Notícias de Saúde

Quinta, 03 de Março de 2016 | 72 Visualizações

Fonte de imagem: Pixabay

A verdade é uma: o açúcar refinado é de evitar. Mas existem alternativas saudáveis?

Açúcar refinado, adoçantes artificiais e açúcar adicionado são três ingredientes que raramente constam na alimentação de quem segue um estilo de vida saudável. A tarefa de excluir estas opções não é nada fácil (devido à imensidade de produtos em que estão incluídas), mas igualmente difícil é a escolha de versões saudáveis.

Entre as pessoas que se preocupam com os malefícios destes três ingredientes, a escolha recai no açúcar mascavado, no açúcar de cana, no mel, no xarope de ácer e no xarope de agave.

Contudo, e recorrendo a um trabalho de Mark Twain, o site El Comodista traça os senãos destas opções vistas como saudáveis e muitas vezes compradas em lojas especializadas e biológicas.

O mel, por exemplo, contém 82% do seu peso em açúcar, o que faz com que, a nível metabólico, tenha um impacto semelhante ao do açúcar. Contudo, é possível evitar esta quantidade de açúcar (e de outros ingredientes) se se optar por mel puro, que não contém misturas e aditivos. O mel é sempre uma opção mais saudável quando comparado com o açúcar refinado, mas convém ter cuidado com a quantidade e frequência usadas. Aqui, é possível aprender a analisar a pureza do mel.

No caso dos xaropes, diz a publicação, o próprio nome diz tudo: mistura plantas e frutos que, depois de um processo de evaporação, se transformam em açúcar. Cada tipo de xarope apresenta a sua quantidade de açúcar por cada 100 gramas, que pode ser entre 70% a 85% por exemplo. O valor biológico melhora a qualidade, mas a quantidade de açúcar continua lá. Mais uma vez, a solução está em ter peso e medida na hora de usar.

Os açúcares mascavado, castanho e moreno são outras alternativas saudáveis. Ao contrário do açúcar refinado, estas três opções contêm ainda a presença de alguns minerais e vitaminas, o que faz com que sejam uma escolha mais coerente a nível nutricional.

De acordo com a publicação, quando o açúcar é tema central, a questão mais preocupante não está no alimento em si, mas no medo do seu consumo. Isto é, mais grave do que o consumo de açúcar refinado é a tendência para escolhas alimentares menos saudáveis e baseadas em ‘opções saudáveis’.

Quando um alimento é visto como saudável (ou mais saudável do que outro), existe uma forte tendência para abusar no consumo, o que faz com que seja tão ou mais prejudicial do que a versão original. E é isto que pode acontecer a todos os que usam os ‘açúcares saudáveis’ para adoçar tudo e mais alguma coisa – apenas porque são saudáveis e não fazem mal.

Contudo, a grande parte dos açúcares saudáveis contêm frutose, que, embora apresente um índice glicémico (IG) significativamente mais baixo do que a sacarose ou a glucose, pode ter um enorme impacto a nível metabólico. Recentes estud0s científicos associam este tipo de hidrato de carbono ao aumento de peso, ao risco de diabetes e a doenças cardiovasculares, lê-se na publicação.

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