Faltam 155 oftalmologistasNotícias de Saúde

Quinta, 12 de Janeiro de 2017 | 12 Visualizações

Fonte de imagem: DermaVisus

O Governo aprovou uma nova Rede de Referenciação de Oftalmologia, cuja última atualização tinha sido feita em 2006. O documento publicado identifica um défice de cerca de 155 oftalmologista em todo o Continente, alertando para a necessidade de contratar mais profissionais.

De acordo com os dados disponíveis a 31 de dezembro de 2014, o Continente dispõe de 988 especialistas de Oftalmologia inscritos na Ordem dos Médicos (OM), mas apenas 422 trabalham nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), distribuídos pelas diferentes Regiões de Saúde da seguinte forma: 129 na Região Norte, 77 no Centro, 188 em Lisboa e Vale do Tejo (LVT), 17 no Alentejo e 11 no Algarve. Contudo, «o número diminui para 345 especialistas no regime de horário laboral de 40 horas», alerta o documento.

Se for equacionado o rácio de 1 oftalmologista por 20 mil habitantes (rácio aconselhado pelas autoridades de saúde internacionais) «verificamos que o Continente tem cerca do dobro dos médicos oftalmologistas (inscritos na OM) necessários (rácio 1,97), mas apenas 42,7% (rácio 0,84) ou 34,9% se considerarmos horários de 40 horas (rácio 0,69) que trabalham no SNS».

Desta forma, e segundo a realidade das 40 horas semanais, «a rede hospitalar do SNS necessitaria de 502 Oftalmologistas, com um aumento em todas as regiões, com exceção de LVT (184 na Região Norte, 90 no Centro, 180 em LVT, 25 no Alentejo e 23 no Algarve)», concluindo os autores do documento que, «atualmente há um défice cerca de 155 em todo o Continente».

Tendo em conta este défice e como não se prevê que haja uma variação sensível na população portuguesa nos próximos 5 anos, estando a formação perfeitamente assegurada, «haverá a necessidade da contratação ou envolvimento no SNS de mais oftalmologistas», pode ler-se no relatório divulgado.

Segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde, a distribuição etária dos médicos SNS em 2014 (422) revela que 47,63% tem mais de 50 anos e 14,22% mais de 60 anos.
Considerando os profissionais com maior probabilidade de saírem do SNS (> 60 anos) e os que irão entrar (internos em formação), «prevê-se que haja um aumento de 48 especialistas nos próximos 5 anos», diz ainda o documento.

A comissão que elaborou o relatório alerta igualmente para o facto de «em 2014, a maioria dos Serviços/Departamentos/CRIO de Oftalmologia não tinha qualificação em modelos da qualidade», recomendando a «adoção de políticas da qualidade, integradas no âmbito das estruturas hospitalares onde se integram ou de carácter individual quando tal situação não se verifique.

Relatório em anexo

Rede Nacional de Especialidade Hospitalar e de Referenciação - Oftalmologia

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