Exercício físico pode ajudar a deixar de fumarNotícias de Saúde

Quinta, 04 de Janeiro de 2018 | 32 Visualizações

Fonte de imagem: The Conversation

A prática de exercício físico, com vários níveis de intensidade, ajuda a reduzir os sintomas da privação de nicotina em quem está a deixar de fumar, indicou um novo estudo.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade St. George de Londres, Inglaterra, foi efetuado em ratinhos tratados com nicotina durante 14 dias e que foram divididos em três grupos de acordo com um regime de exercício numa roda: 24 horas por dia, 2 horas por dia ou sedentarismo.
 
No décimo-quarto dia os investigadores avaliaram os sintomas de falta de nicotina. Foram também analisadas algumas regiões do cérebro dos ratinhos.
 
Foi apurado que os ratinhos tratados com nicotina que tinham praticado 2 e 24 horas por dia de exercício na roda evidenciaram uma redução significativa na severidade dos sintomas de falta de nicotina em relação ao grupo dos ratinhos que se tinham mantido sedentários.
 
Mais, a equipa observou um aumento na atividade de um recetor conhecido como acetilcolina nicotínica alfa 7. O recetor estava localizado no hipocampo dos ratinhos que é uma região do cérebro envolvida na criação de novas memórias e nos problemas de humor.
 
Finalmente, a prática de 2 horas de exercício diários aparentaram serem tão eficazes em aliviar os sintomas de privação de nicotina como a prática de 24 horas.
 
Segundo os investigadores, “estes achados suportam o efeito protetor do exercício físico, quando precede a cessação tabágica, contra o desenvolvimento de dependência física, o que poderá ajudar na cessação tabágica através da redução da severidade dos sintomas de privação”. A equipa acentuou ainda que mesmo uma quantidade moderada de exercício já é suficiente para produzir os efeitos observados.
 
“Estes achados podem também ter implicações no desenvolvimento de intervenções direcionadas antes da cessação tabágica, o que pode fazer aumentar as possibilidades da cessação tabágica”, avançou Alexis Bailey, investigador neste estudo.

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Referência
Estudo publicado na “British Journal of Pharmacology”

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