Enxaqueca com aura pode aumentar risco de batimento cardíaco irregularNotícias de Saúde

Terça, 27 de Novembro de 2018 | 2126 Visualizações

Fonte de imagem: Health Matters

Um novo estudo indica que as pessoas que sofrem de enxaqueca com aura, ou seja, que têm perturbações oculares, como visão turva e luzes a piscarem, antes da cefaleia, poderão apresentar um maior risco de batimentos irregulares cardíacos, conhecidos como fibrilhação auricular.
 
A fibrilhação auricular é, como se sabe, uma forma de arritmia em que o ritmo do batimento cardíaco fica dessincronizado. Isto pode causar uma acumulação de sangue no coração, formando coágulos que podem deslocar-se para o cérebro e causar um acidente vascular cerebral (AVC).
 
Considerando que a enxaqueca com aura já tinha sido anteriormente associada ao AVC, os investigadores deste estudo, liderados por Souvik Sem, da Universidade da Carolina do Sul, em Columbia, EUA, decidiram aprofundar esta linha de análise.
 
Para o efeito, contaram com a participação de 11.939 pessoas com uma mediana de idades de 60 anos, sem historial de fibrilhação auricular ou de AVC, e que foram observados para determinar a presença de dores de cabeça. 
 
Os investigadores verificaram que 9.405 participantes não apresentavam dores de cabeça e 1.516 tinham enxaqueca. Dos participantes com enxaqueca, 426 tinham aura visual. Os voluntários foram seguidos durante até 20 anos.
 
Durante o período de observação, 1.623 das pessoas (17%) sem dores de cabeça desenvolveram fibrilhação auricular, enquanto 80 (18%) de 440 pessoas com aura apresentaram a doença, e 152 (14%) das 1.105 pessoas sem aura evidenciavam aquele tipo de arritmia. 
 
Após os devidos ajustes relativos à idade, sexo, pressão arterial, etc., os investigadores observaram que os participantes com enxaqueca com aura apresentavam uma propensão 30% mais elevada de desenvolverem fibrilhação auricular, em relação aos que não sofriam de dores de cabeça, e 40% maior de terem a doença em relação às pessoas com enxaqueca sem aura. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Neurology”

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