Cromossoma Y:perda pode explicar curta longevidade dos homensNotícias de Saúde

Sexta, 02 de Maio de 2014 | 95 Visualizações

A perda do cromossoma Y nas células sanguíneas está associada a uma curta esperança de vida e elevados níveis de mortalidade por cancro nos homens, sugere um estudo publicado na revista “Nature Genetics”.

Em média, os homens têm uma esperança de vida menor que as mulheres. Adicionalmente a incidência e mortalidade por cancro são também mais elevadas nos homens. Contudo, o mecanismo e os possíveis fatores de risco responsáveis por esta disparidade entre sexos são desconhecidos.

Neste estudo os investigadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, analisaram o ADN de amostras sanguíneas provenientes de mais de 1.600 homens idosos. Foi verificado que a alteração genética mais comum era a perda do cromossoma Y numa proporção de leucócitos.

O estudo apurou que, independentemente da causa de morte, os homens que tinham perdido o cromossoma Y numa grande proporção das suas células sanguíneas apresentavam uma menor sobrevivência. Os investigadores, liderados por Lars Forsberg, também constataram que havia uma correlação entre a perda do cromossoma Y e o risco de mortalidade por cancro.

O cromossoma Y está apenas presente nos homens e os genes nele presentes têm sido maioritariamente associados à determinação do sexo e produção de espermatozoides.

“Não é invulgar ouvir-se que o cromossoma Y é pequeno, insignificante e contém pouca informação genética. Contudo, isto não é verdade”, revelou, em comunicado de imprensa, um outro autor do estudo, Jan Dumanski.

De acordo com o investigador, estes resultados sugerem que o cromossoma Y desempenha um papel importante na supressão tumoral e poderá explicar por que motivo os homens são mais afetados pelo cancro que as mulheres.

“Acreditamos que no futuro a análise do cromossoma Y possa vir a ser utilizada como marcador para prever o risco dos homens desenvolverem cancro”, conclui o investigador.

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Autor
Alert Science
Referência
Estudo publicado na “Nature Genetics”