Criado sistema que prevê o início de uma crise de enxaquecaNotícias de Saúde

Segunda, 22 de Janeiro de 2018 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Neuro Pain Medical Center

Uma equipa de investigadores desenvolveu um sistema que prevê o desencadeamento de uma crise de enxaqueca com um elevado grau de eficácia.
 
A possibilidade de prognosticar uma crise de enxaqueca é fundamental pois pode fazer aumentar, de forma substancial, a eficácia da medicação e assim ajudar no alívio da dor, ou até mesmo preveni-la de todo. 
 
O novo sistema foi desenvolvido por uma equipa liderada por Josué Ortiz, da Universidade Politécnica de Madrid, Espanha, e promete melhorar a qualidade de vida dos sofredores de enxaqueca.
 
Embora o novo sistema não tenha sido ainda testado, foi já simulado numa situação real de previsão de crises de enxaqueca, que incluía dados reais de pacientes. “Este ensaio é uma tarefa demorada e dispendiosa, pelo que decidimos simulá-la primeiro”, justificou o investigador.
 
Josué Ortiz explicou que num estudo anterior tinham desenvolvido um protótipo para recolher dados hemodinâmicos de pacientes com enxaqueca num ambiente de ambulatório. 
 
Os dados hemodinâmicos consistem em variáveis que prenunciam o desencadeamento de uma crise de enxaqueca e incluem a temperatura da superfície cutânea, o ritmo cardíaco, as propriedades elétricas da pele e a saturação do oxigénio nos vasos capilares.
 
Os modelos prognosticadores foram criados offline, em servidores e computadores, e testados em tempo real para que pudessem gerar alertas e avisar os pacientes antecipadamente que iriam ter uma crise de enxaqueca. Na simulação efetuada, os investigadores tiveram em conta o ruído ambiental, eventuais perdas de ligação dos sensores, etc.
 
Foi com efeito observado que a metodologia desenvolvida se adapta ao mundo real, gera alertas em tempo real e com uma média de 25 minutos antes do início da enxaqueca, a apresenta uma taxa de sucesso de 76%.
 
Josué Ortiz concluiu assim que “isto irá reduzir as idas às urgências”, e mencionou ainda que “permitirá medicação personalizada (fármacos para a fase aguda da dor) e irá melhorar a sua [qualidade] de vida”.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Future Generation Computer Systems”

Notícias Relacionadas