Consumo de álcool altera negativamente o microbioma oralNotícias de Saúde

Quarta, 02 de Maio de 2018 | 30 Visualizações

Fonte de imagem: Healthline

O consumo de bebidas alcoólicas pode provocar alterações no microbioma oral que acabam por afetar todo o organismo, sugeriu um novo estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque, EUA, o estudo indicou que além do consumo de álcool promover o crescimento de bactérias nocivas na boca, prejudica ainda o desenvolvimento de bactérias probióticas benéficas.
 
Os investigadores liderados por Jiyoung Ahn recrutaram para a sua análise 1.044 voluntários, com idades compreendidas entre os 55 e os 87 anos, que viviam nos EUA. Todos os participantes eram saudáveis no início do estudo.
 
A equipa recolheu amostras do microbioma oral dos voluntários, assim como informação sobre o consumo de bebidas alcoólicas por partes dos mesmos. Foi apurado que 270 não consumiam álcool, enquanto 640 bebiam com moderação e 160 bebiam excessivamente. 
 
As amostras de microbioma foram analisadas e combinadas com os dados sobre o consumo de álcool dos participantes para perceber que bactérias se desenvolvem, e quais não se desenvolvem, no microbioma oral dos consumidores de bebidas alcoólicas e dos não-consumidores.
 
Os investigadores descobriram que o consumo de álcool proporcionou um desenvolvimento mais consistente na boca de algumas bactérias prejudiciais, como as das espécies Bacteroidales, Actinomyces e Neisseria.
 
Por outro lado, observou-se problemas de desenvolvimento de bactérias benéfica, como as da espécie Lactobacillales, no microbioma oral dos consumidores de álcool.
 
“O nosso estudo demonstra claramente que beber é mau para manter um equilíbrio saudável de micróbios na boca e poderá explicar porque é que beber, tal como fumar, conduz a alterações bacterianas ligadas ao cancro e a doenças crónicas”, concluiu Jiyoung Ahn. A equipa explicou que as bactérias nocivas podem levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e cancro da cabeça e pescoço e gastrointestinal. 

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Microbiome”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados