Cancro da mama triplo negativo com metástases: novos avançosNotícias de Saúde

Quarta, 07 de Junho de 2017 | 1071 Visualizações

Fonte de imagem: Women's Health

Um fármaco usado na imunoterapia revelou-se promissor no tratamento do cancro da mama triplo negativo com metástases, indicou um novo estudo.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Centro Médico Langone, da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque, EUA, apurou que o fármaco pembrolizumab, já aprovado para o tratamento de outros tipos de cancro, revelou-se eficaz naquele tipo de cancro da mama.
 
Para o estudo, a equipa efetuou ensaios clínicos sobre dois grupos de mulheres: um grupo A, de 170 pacientes com cancro da mama triplo negativo com metástases que tinha recebido pré-tratamento abundante, independentemente da expressão de ligando de morte celular programada 1 (PD-L1), e um outro grupo, B, com 52 pacientes com tumores com expressão de PDL-1, que receberam o fármaco pembrolizumab como primeira linha de tratamento.
 
Como resultado, no grupo A o fármaco pembrolizumab fez reduzir os tumores em mais de 30% em 5% das pacientes, tendo feito estabilizar a doença em 21% dos casos. Os 5% de pacientes que tiveram uma redução nos tumores viveram pelo menos mais um ano. As outras pacientes apresentaram uma menor possibilidade de sobrevida.
 
Entre as pacientes do grupo B, 23% teve uma redução de mais de 30% nos tumores, tendo a doença estabilizado em 17% das mesmas. 
 
Sylvia Adams, principal investigadora deste estudo avançou que “os nossos resultados sugerem que este tratamento como agente único é eficaz no cancro da mama triplo negativo com metástases”. 
 
A médica e docente explicou ainda que “foi interessante o facto de termos descoberto que a atividade do pembrolizumab foi verificada em tumores tanto de expressão negativa como positiva de PD-L1. Estes dados são muito encorajadores, especialmente para uma doença que é extremamente agressiva e tem opções limitadas de tratamento quando desenvolve metástases”. 
 
Os objetivos para o grupo B eram provar, em primeiro lugar que o fármaco era seguro e, em segundo lugar, explorar a sua eficácia como tratamento de primeira linha, o que parece terem sido atingidos. Até há data ainda não há resultados sobre os índices de sobrevivência neste grupo.
 
Apesar de apenas um pequeno grupo de pacientes ter respondido bem ao fármaco, o pembrolizumab teve um desempenho excelente e os resultados foram duráveis. Além disso os efeitos secundários mais graves apenas afetaram uma percentagem reduzida de pacientes. 
 
Sendo assim, a investigadora principal esta confiante que este fármaco poderá melhorar os resultados daquele tipo de cancro da mama. 

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Referência
Estudo apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, Chicago, EUA

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