Atividades mentais podem proteger contra comprometimento cognitivo leveNotícias de Saúde

Quinta, 02 de Fevereiro de 2017 | 49 Visualizações

Fonte de imagem: Neuroscape

Investigadores americanos descobriram que a realização de atividades mentalmente estimuladoras, mesmo em fase tardia, pode proteger contra um comprometimento cognitivo leve, que é o estadio intermédio entre o envelhecimento cognitivo normal e a demência, atesta um estudo publicado no ”JAMA Neurology”.
 
Os investigadores da Clinica Mayo, nos EUA, constataram que os indivíduos cognitivamente normais com 70 ou mais anos de idade que utilizavam o computador, realizavam atividades artesanais, atividades sociais e jogavam jogos apresentavam um menor risco de desenvolverem comprometimento cognitivo leve.
 
No estudo, os investigadores, liderados por Yonas Geda, acompanharam 1.929 indivíduos cognitivamente normais durante uma média de quatro anos. Após terem tido em conta o sexo, idade e nível de educação dos participantes, os investigadores constataram que o risco de comprometimento cognitivo leve diminuiu 30% com a utilização de computador, 28% com atividades artesanais, 23% com atividades sociais e 22% com jogos.
 
O investigador referiu que os indivíduos que realizaram estas atividades, pelo menos uma a duas vezes por semana, apresentaram um menor declínio cognitivo, comparativamente com aqueles que se envolveram nestas atividades no máximo duas a três vezes por mês.
 
Os investigadores fizeram uma avaliação neurocognitiva no início do estudo e posteriormente a cada 15 meses. Após a avaliação, um painel de especialistas classificou os participantes como cognitivamente normais ou com comprometimento cognitivo leve.
 
Os benefícios de serem cognitivamente ativos foram observados mesmo nos portadores da apolipoproteína E (APOE) ε4. A APOE ε4 é um fator de risco genético para o comprometimento cognitivo leve e demência de Alzheimer.
 
Contudo, o estudo apurou que, para portadores de APOE ε4, apenas a utilização do computador e as atividades sociais estavam associados a uma diminuição do risco de comprometimento cognitivo leve.
 
Janina Krell-Roesch, uma das autoras do estudo, conclui que mesmo nos indivíduos com risco de declínio cognitivo a realização de determinadas atividades mentais é benéfica.

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Referência
Estudo publicado no ”JAMA Neurology”