A diabetes pode não conduzir a uma aposentação precoceNotícias de Saúde

Sexta, 23 de Fevereiro de 2018 | 13 Visualizações

Fonte de imagem: Biosphere Nutrition

Um estudo recente demonstrou que a diabetes não conduziu à perda de anos de trabalho em trabalhadores na Finlândia.
 
Conduzido por Mikaela von Bonsdorff da Universidade de Jyväskylä, Finlândia, e equipa, o estudo que teve por base o seguimento de 12.726 pessoas revelou ainda que as que tinham um diagnóstico de diabetes apresentavam uma menor perda de anos de trabalho do que as que não tinham diabetes. 
 
Nos trabalhadores que se tinham aposentado mais cedo, os que tinham um diagnóstico de diabetes tinham trabalhado uma média de mais dois anos do que os que não tinham diabetes. 
 
A equipa baseou a sua investigação no Estudo de Coorte de Nascimentos em Helsínquia, que incluía indivíduos nascidos na capital finlandesa entre 1934 e 1944. 
 
A aposentação dos indivíduos foi seguida entre 1971 e 2011, tendo-se verificado que cerca de 63% dos membros da coorte tinham transitado para incapacidade, desemprego, aposentação em part-time, ou morrido antes de se aposentarem. Os restantes 37% tinham transitado para uma pensão devido a idade avançada. 
 
Estes achados foram semelhantes para homens e mulheres. Os participantes da coorte foram seguidos desde 1964, altura em que surgiram os primeiros registos de diabetes, e quando aqueles tinham 20-30 anos de idade, até 2013, altura em que as idades dos indivíduos se situavam entre os 69 e 79 anos. Os dados retirados foram combinados com vários outros registos nacionais. 
 
A investigação à diabetes tem já uma longa tradição na Finlândia e desde os anos 80 conduzem-se estudos de alto impacto sobre a doença no país. Os resultados destas investigações têm influenciado o tratamento e os programas de prevenção da diabetes na Finlândia.
 
“No entanto, deve-se realçar que a falha no diagnóstico da diabetes é de cerca de 20% a 50%”, alertou Mikaela von Bonsdorff. “A diabetes de tipo 2 é muitas vezes detetada pela primeira vez em consultas médicas de rotina ou ao acaso”, acrescentou.
 
A investigadora defende que a existência de um cuidado completo da diabetes é benéfico não apenas para o paciente como também para a sociedade. 

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Referência
Estudo publicado na “Acta Diabetologica”

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